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EUA fazem apelo à China antes de encontro entre Trump e Xi Jinping

"Esta situação com a gasolina, esta aberração temporária, terminará em questão de semanas ou de um mês", disse Scott Bessent.
EUA fazem apelo à China antes de encontro entre Trump e Xi JinpingAndrew Harnik / Gettyimages.ru

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, instou na segunda-feira (4) a China a usar a diplomacia com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz ao transporte marítimo internacional.

Durante entrevista à Fox News, Bessent afirmou que Pequim deveria "dar um passo à frente com alguma diplomacia e fazer com que os iranianos abram o estreito", alegando que Teerã teria fechado a via marítima.

Segundo o secretário, os EUA já atuam para reabrir a rota. "Estamos reabrindo. Por isso, instaria os chineses a se unirem a nós no apoio a esta operação internacional", declarou.

Além disso, o secretário foi questionado sobre os altos preços dos combustíveis como consequência da agressão dos EUA contra o país persa.

"Estamos cientes de que esse aumento de preços no curto prazo está afetando o povo americano, mas também estou certo de que, depois disso, os preços vão cair muito rapidamente. O conflito terminará. [...] Essa situação com a gasolina, essa aberração temporária, terminará em questão de semanas ou de um mês", afirmou.

Posição iraniana

Em resposta, o Irã advertiu navios comerciais e petroleiros a não transitarem pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com suas Forças Armadas, destacando que mantém controle total da segurança na região.

Declaração do comandante do Quartel-General Central Khatam al Anbiya, major-general Ali Abdollahi Aliabadi, afirmou que qualquer força estrangeira que tente se aproximar ou entrar no estreito "será atacada".

O comunicado também acusou os EUA de recorrerem a "roubo e pirataria marítima" em águas internacionais, alertando que o chamado "Projeto Liberdade", anunciado por Trump, pode agravar a situação e aumentar os riscos à navegação.

  • Segundo fontes do Axios, o "Projeto Liberdade" prevê que navios dos EUA estejam "nas proximidades" caso seja necessário impedir que as Forças Armadas do Irã ataquem embarcações mercantes que transitam pelo estreito.
  • Além disso, ainda de acordo com o Axios, a Marinha dos EUA fornecerá aos navios mercantes informações sobre as melhores rotas marítimas no estreito, especialmente no que diz respeito ao uso daquelas que não tenham sido minadas pelo Exército iraniano.
  • No denominado "Projeto Liberdade" participarão destróieres de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio, além de 15 mil militares das Forças Armadas.