Empresários do setor hoteleiro nos Estados Unidos relatam que a demanda por hospedagem em diversas cidades-sede da Copa do Mundo 2026 está no mesmo nível — ou até abaixo — de um verão típico. É o que aponta uma reportagem da Forbes, publicada nesta terça-feira (5).
A poucas semanas do início do torneio, o discurso otimista da FIFA sobre os ganhos econômicos no país começa a cair diante de dados do próprio mercado. Levantamento da American Hotel & Lodging Association (AHLA) indica que quase 80% dos hoteleiros em 11 cidades-sede afirmam que as reservas estão aquém das previsões iniciais.
Em alguns casos, o torneio tem sido descrito como um "não-evento" do ponto de vista da ocupação.
Relatório da Oxford Economics prevê impacto limitado e sem reflexos relevantes no emprego ou no desempenho econômico geral do país em 2026.
"104 Super Bowls"
O cenário atual contrasta com projeções mais ambiciosas feitas anteriormente pela FIFA, que estimava até US$ 30,5 bilhões em produção econômica. À época da escolha do país, o presidente da entidade, Gianni Infantino, chegou a comparar o torneio ao equivalente a "104 Super Bowls".
Um dos principais fatores apontados para a frustração é a menor presença internacional. Cerca de 70% dos hoteleiros consultados indicam que barreiras de visto e tensões geopolíticas estão reduzindo significativamente o fluxo de estrangeiros.
Em abril, mais de 120 associações civis advertiram que tanto os moradores das cidades-sede quanto os visitantes, jornalistas e jogadores podem ser vítimas de abusos de autoridade por conta da política migratória do presidente Donald Trump.