OMS investiga origem de surto de hantavírus que causou mortes em cruzeiro no Atlântico

Organização avalia que infecção pode ter ocorrido antes do embarque, mas não descarta transmissão entre passageiros durante a viagem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (5) que as vítimas de hantavírus em um navio no Atlântico podem ter sido infectadas antes do embarque e que não se pode descartar a transmissão de pessoa a pessoa a bordo, embora seja pouco frequente. A declaração foi feita em Genebra pela chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias, Maria Van Kerkhove.

Van Kerkhove explicou que, devido ao período de incubação do hantavírus, que varia de uma a seis semanas, a OMS considera que a infecção ocorreu fora do navio.

Segundo ela, trata-se de um "navio de expedição", com passageiros dedicados à observação de aves e em contato com "muita vida selvagem". O cruzeiro fez escalas em várias ilhas ao largo da África, algumas com "muitos roedores", que podem ter sido a fonte da infecção.