FOTOS: Confira o interior do luxuoso cruzeiro em que 3 pessoas morreram por surto de hantavírus

MV Hondius partiu em março de Ushuaia (Argentina) e está parado na costa de Cabo Verde após país africano negar entrada em porto.

O cruzeiro MV Hondius, que partiu de Ushuaia (Argentina) e onde ocorreu o surto de hantavírus que provocou a morte de três pessoas, é uma embarcação projetada para expedições em regiões polares, com padrão de hotelaria e proposta voltada à exploração de ambientes remotos, segundo o site que promove viagens no navio.

Os passageiros do MV Hondius são, em sua maioria, britânicos, norte-americanos e espanhóis. A embarcação partiu em março em uma viagem comercializada como expedição antártica, com preços por leito entre 16 mil e 25 mil dólares, antes de chegar às águas de Cabo Verde no sábado (3).

Após a morte de um casal neerlandês e de um cidadão alemão, além de outros doentes, as autoridades de Cabo Verde, destino final da viagem, informaram que não autorizaram a atracação do MV Hondius "como medida de precaução" e com o "objetivo de proteger a saúde pública nacional".

Com capacidade para 170 passageiros, a embarcação oferece acomodações que vão desde seis amplas cabines com varanda privativa de 27 metros quadrados até cabines duplas, triplas e quádruplas com escotilha, entre 13 e 16 metros quadrados. Também há cabines júnior, superiores e "deluxe", algumas com vista parcialmente obstruída por passarelas.

O navio é voltado para expedições em ambientes naturais e de vida selvagem, buscando reduzir os dias de navegação para priorizar desembarques e atividades em terra. A bordo trabalham cerca de 70 pessoas, incluindo tripulação, equipe de expedição e serviços de hotelaria.

A idade dos passageiros costuma variar entre 30 e 80 anos, com média entre 45 e 65, e inclui pessoas de diferentes nacionalidades.

Entre as orientações aos viajantes está o uso de roupas confortáveis e a prontidão para ir ao convés diante de avisos como o avistamento de baleias, já que no exterior pode fazer frio e as superfícies podem ser escorregadias. Também é mencionada uma política de proibição de fumar em áreas internas, sendo permitido apenas no convés e sob restrições.

Por fim, indica-se que essas expedições exigem certa condição física: caminhar várias horas por dia e subir e descer escadas íngremes para utilizar embarcações auxiliares. Por se tratar de áreas remotas, sem instalações médicas complexas, recomenda-se que não participem pessoas que necessitem de atendimento diário.

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