
EUA condicionam ajuda contra HIV e malária a acesso a minerais críticos em país africano

Os Estados Unidos enfrentam resistência da Zâmbia em uma tentativa de vincular um pacote de financiamento para saúde ao acesso a minerais críticos do país africano. O ministro das Relações Exteriores zambiano, Mulambo Haimbe, explicou o caso na segunda-feira (4), de acordo com a agência Reuters.
A ajuda, segundo o chanceler, chegaria a até US$ 2 bilhões e seria voltada ao combate de doenças como malária e AIDS. Contudo, há um impasse entre as nações, já que a Zâmbia não aceita as contrapartidas de Washington.
O país resiste a termos que preveem tratamento preferencial para empresas americanas em seu setor de mineração. Segundo autoridades, o modelo proposto não estaria alinhado aos interesses nacionais.
De acordo com o governo local, o apoio financeiro viria ao longo de cinco anos. Para o governo zambiano, este tema deveria ser tratado de forma separada de um possível pacto sobre minerais estratégicos.

Além da questão das terras raras, os EUA também exigem informações sensíveis do país. Um acordo similar norte-americano foi rejeitado em abril, por Gana, pelos mesmos motivos.
O governo zambiano não detalhou quais dados entrariam nas negociações. Contudo, a chancelaria e organizações de saúde alertaram para riscos do uso unilateral das informações.
Riquezas no solo
A Zâmbia é o segundo maior produtor de cobre da África e possui reservas de cobalto, níquel, lítio, grafite, manganês e outras terras raras. Os recursos são considerados estratégicos na transição energética global e na produção de alta tecnologia.
