Preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (5), o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) é investigado por suspeitas de fraude em contratos públicos e já havia sido alvo de outra operação da PF em 2024, conforme noticiado pelo g1.
Natural de Guarus, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Rangel tem 39 anos e se classifica como "empresário do setor varejista".
Antes de chegar ao Legislativo estadual, atuou em órgãos como a Superintendência Regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e a Diretoria de Fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ).
A entrada na política ocorreu em 2020, quando foi eleito vereador em Campos.
Dois anos depois, foi eleito deputado estadual com 31,1 mil votos.
Ele é pai da vereadora Thamires Rangel (PMB-RJ), eleita em 2024, para Câmara de Campos dos Goytacazes, aos 18 anos.
Ela chegou a assumir como subsecretária adjunta de Ambiente e Sustentabilidade no governo estadual no governo estadual, mas foi exonerada nesta terça-feira.
Histórico de investigações
Em 2024, Thiago Rangel foi alvo da Operação Postos de Midas, que investigou um suposto esquema de lavagem de dinheiro em Campos dos Goytacazes.
Segundo a PF, o grupo utilizava postos de combustíveis para ocultar recursos obtidos por meio de contratos públicos com indícios de fraude e sobrepreço.
As investigações apontavam que o esquema estaria ativo desde 2021, com participação de empresas ligadas ao parlamentar.
Na ocasião, Rangel negou irregularidades e afirmou confiar no "esclarecimento dos fatos pela Justiça".