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Flávio Bolsonaro critica Irã por ação militar contra instalação dos EAU

O país persa atacou instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos no contexto das tensões com Washington no Estreito de Ormuz. "Agressão injustificada", argumentou Flávio.
Flávio Bolsonaro critica Irã por ação militar contra instalação dos EAUGettyimages.ru / Andre Borges / Correspondente autônomo

Os políticos e filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio e Eduardo, criticaram nesta segunda-feira (4) o ataque do Irã a instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos (EAU). 

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio, classificou o episódio como "agressão injustificada". Enquanto isso, lideranças do país persa atribuem as ações a uma responsabilidade indireta dos Estados Unidos.

Isso porque, de acordo com a imprensa local, o ataque não foi premeditado, mas sim uma retaliação às operações militares de Washington no Estreito de Ormuz, rota marítima em águas persas e omanitas que se encontra sob pressão tanto de Teerã quanto dos Estados Unidos.

« ENTENDA POR QUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Mesmo que o contexto geopolítico do conflito no Golfo,= tenha sido iniciado com a agressão dos Estados Unidos e Israel, Flávio disse que as ações de Teerã "ferem princípios elementares do direito internacional e ameaçam a estabilidade regional".

Na mesma linha, seu irmão, Eduardo Bolsonaro declarou apoio ao governo emiradense e atribuiu a ação a "extremistas do regime iraniano". 

  • Nesta segunda-feira (4), as forças iranianas voltaram a advertir navios comerciais e petroleiros para que se abstenham de transitar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação prévia com as Forças Armadas que controlam essa via marítima estratégica.
  • Além disso, diante do início do "Projeto Liberdade"anunciado neste domingo (3) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, afirmaram manter o controle do estreito.
  • As forças iranianas iniciaram um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz em resposta à agressão conjunta não provocada dos EUA e de Israel contra o país persa. Atualmente, Teerã está desenvolvendo uma legislação que prevê a cobrança de pedágios pelo trânsito nessa rota marítima.
  • Embora as hostilidades, que duraram cerca de 40 dias, tenham resultado em uma trégua entre os EUA e o Irã no último 7 de abril, as tensões permanecem elevadas entre as partes devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de ataques verbais e ao bloqueio naval mútuo de navios comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico.