Todos os interesses dos Emirados Árabes Unidos (EAU) se tornarão alvos legítimos caso Abu Dhabi forneça qualquer tipo de apoio aos inimigos do Irã, afirmou uma fonte militar iraniana nesta segunda-feira (4) citada pela agência Tasnim.
"Até agora não foi declarada nenhuma ameaça oficial por parte dos emiradenses e o que foi dito até o momento são notícias divulgadas na mídia com base em fontes; mas, se os emiradenses se tornarem peões de Israel e cometerem um erro, receberão uma lição que nunca esquecerão", declarou o informante, segundo o veículo iraniano.
A fonte acrescentou que "se os EAU tomarem uma ação imprudente, todos os seus interesses se tornarão alvos para o Irã e nenhum ponto das instalações emiradenses estará seguro".
O interlocutor enfatizou que o país árabe "sabe que está sentado em uma casa de vidro muito frágil e vulnerável" e que "a insegurança é um veneno absoluto para ele".
"Se quiser repetir o erro da guerra de 40 dias, abandonaremos completamente a moderação e trataremos este ninho de sionistas como parte do regime sionista", advertiu.
As declarações ocorrem em meio a uma nova escalada de tensões entre os países. Assim, autoridades do emirado de Fujairah (Emirados Árabes Unidos) informaram na tarde desta segunda-feira (4) que houve um incêndio nas instalações da Fujairah Petroleum Industries após um ataque de drone procedente do Irã.
Segundo as autoridades emiradenses, as defesas antiaéreas estavam respondendo à segunda ameaça de mísseis no dia. Da primeira leva de quatro mísseis, três foram interceptados, enquanto um caiu no mar.
Também nesta segunda-feira (4), o Ministério das Relações Exteriores dos Emiradosdenunciou um ataque iraniano com drones contra um navio-tanque da petrolífera estatal ADNOC enquanto atravessava o Estreito de Ormuz.
- Nesta segunda-feira (4), as forças iranianas voltaram a advertir navios comerciais e petroleiros para que se abstenham de transitar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação prévia com as Forças Armadas que controlam essa via marítima estratégica.
- Além disso, diante do início do "Projeto Liberdade", anunciado neste domingo (3) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, afirmaram manter o controle do estreito.
- As forças iranianas iniciaram um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz em resposta à agressão conjunta não provocada dos EUA e de Israel contra o país persa. Atualmente, Teerã está desenvolvendo uma legislação que prevê a cobrança de pedágios pelo trânsito nessa rota marítima.
Embora as hostilidades, que duraram cerca de 40 dias, tenham resultado em uma trégua entre os EUA e o Irã no último 7 de abril, as tensões permanecem elevadas entre as partes devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de ataques verbais e ao bloqueio naval mútuo de navios comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico.