EUA fazem apelo à China antes de encontro entre Trump e Xi Jinping

"Esta situação com a gasolina, esta aberração temporária, terminará em questão de semanas ou de um mês", disse Scott Bessent.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, instou na segunda-feira (4) a China a usar a diplomacia com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz ao transporte marítimo internacional.

Durante entrevista à Fox News, Bessent afirmou que Pequim deveria "dar um passo à frente com alguma diplomacia e fazer com que os iranianos abram o estreito", alegando que Teerã teria fechado a via marítima.

Segundo o secretário, os EUA já atuam para reabrir a rota. "Estamos reabrindo. Por isso, instaria os chineses a se unirem a nós no apoio a esta operação internacional", declarou.

Além disso, o secretário foi questionado sobre os altos preços dos combustíveis como consequência da agressão dos EUA contra o país persa.

"Estamos cientes de que esse aumento de preços no curto prazo está afetando o povo americano, mas também estou certo de que, depois disso, os preços vão cair muito rapidamente. O conflito terminará. [...] Essa situação com a gasolina, essa aberração temporária, terminará em questão de semanas ou de um mês", afirmou.

Posição iraniana

Em resposta, o Irã advertiu navios comerciais e petroleiros a não transitarem pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com suas Forças Armadas, destacando que mantém controle total da segurança na região.

Declaração do comandante do Quartel-General Central Khatam al Anbiya, major-general Ali Abdollahi Aliabadi, afirmou que qualquer força estrangeira que tente se aproximar ou entrar no estreito "será atacada".

O comunicado também acusou os EUA de recorrerem a "roubo e pirataria marítima" em águas internacionais, alertando que o chamado "Projeto Liberdade", anunciado por Trump, pode agravar a situação e aumentar os riscos à navegação.