
China recebe documentos que revelam 'atrocidades japonesas'

O Memorial das Vítimas do Massacre de Nanquim pelos Invasores Japoneses recebeu, nesta segunda-feira (4), um conjunto de arquivos diplomáticos que evidenciam a violência da invasão japonesa na China durante a Segunda Guerra Mundial, informou a agência Xinhua.
Os registros abordam temas como o Massacre de Nanquim, a expansão militar japonesa no nordeste da China e a relação entre a agressão japonesa e interesses ocidentais no país.

O material foi reunido para fins de pesquisa acadêmica a partir de acervos do Centro de Arquivos Diplomáticos em Nantes, ligado ao Ministério das Relações Exteriores da França.
O acervo inclui 42 documentos, somando 1.993 páginas, produzidos entre 1920 e 1943.
Capítulo incontestável
Bastien Ratat, responsável por organizar os arquivos, disse que foi motivado pela relevância histórica. "Se os juízes do Julgamento de Tóquio tivessem acesso a esses arquivos, teriam compreendido com mais clareza o quão cedo, ampla e meticulosamente planejada foi a agressão", explica a reportagem do veículo estatal chinês CGTN.
O diretor do memorial, Zhou Feng, afirmou, por sua vez, de acordo com a Xinhua, que os arquivos serão incorporados ao centro de documentação da instituição.
Ele ressaltou que os registros demonstram que as atrocidades japonesas já eram conhecidas pela comunidade internacional durante o conflito.
Para Feng, a colaboração internacional desses documentos reforça o compromisso global com a memória histórica e apresenta "evidência incontestável" sobre os crimes cometidos no período, rejeitando o negacionismo dos atos japoneses.

