
'Santuário de criminosos de guerra': China reage à visita de políticos japoneses a templo polêmico

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reagiu, nesta terça-feira (28), à visita de um grupo de políticos japoneses ao santuário Yasukuni, que ele chamou de "santuário para criminosos de guerra".
O local foi visitado na quinta-feira (23) por um grupo de 166 parlamentares locais e nacionais da política japonesa. Yasukuni é um local de culto em Tóquio, que homenageia mortos em guerras japonesas, incluindo criminosos da Segunda Guerra Mundial.
O representante de Pequim afirmou que a China reprova e condena as frequentes visitas que autoridades têm feito ao local, e que isso é uma "grave e gritante afronta à justiça histórica e à consciência humana, desafiando a vitória da Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra".
Jian lembrou que no próximo domingo (3) ocorrerá o aniversário de 80 anos do início do Julgamento de Tóquio, quando a comunidade internacional julgou criminosos de guerra japoneses pelos atos durante a Segunda Guerra Mundial.

O porta-voz lembrou que, no entanto, "alguns políticos japoneses e forças da direita" em vez de pensarem nos erros do passado, "escolheram seguir o caminho errado" para buscar "reverter o veredito justo sobre a agressão japonesa e então apagar os crimes de guerra do país e reviver o militarismo".
Ele encerrou dizendo que o povo chinês e os povos dos países que sofreram agressões do Japão "jamais aceitarão isso", assim como todos os que desejam a paz no mundo.
