
EUA afirmam que Irã atacou navios sob proteção norte-americana

O governo dos Estados Unidos afirmou na segunda-feira (4) que o Irã realizou ataques contra embarcações sob proteção norte-americana no Estreito de Ormuz, acusando Teerã de ter "iniciado comportamentos agressivos" na região, informou a AP.
Em declaração a jornalistas, o almirante da Marinha dos EUA e chefe do Comando Central (CENTCOM), Brad Cooper, afirmou que as forças militares norte-americanas atuam como uma "força defensiva" para garantir a segurança da navegação comercial e permitir a saída de navios do golfo Pérsico.
Cooper detalhou que o Irã lançou mísseis de cruzeiro, drones e embarcações pequenas contra navios sob proteção dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. Segundo afirmou em coletiva de imprensa, "cada uma" dessas ameaças foi neutralizada pelas forças militares.

Paralelamente, o Exército dos EUA afirmou que afundou seis embarcações iranianas que, segundo sua versão, tinham como alvo navios civis na região, no que classificou como um novo teste para o frágil cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã.
Postura iraniana
Do Irã, por sua vez, as Forças Armadas alertaram os navios comerciais e petroleiros para que evitem transitar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação prévia, alegando que buscam "preservar a segurança" dessa rota estratégica. A mensagem foi emitida pelo major-general Ali Abdollahi Aliabadi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.
No mesmo comunicado, Teerã advertiu que "qualquer força armada estrangeira, especialmente o exército agressor dos Estados Unidos, será atacada" se tentar entrar na zona, e acusou os EUA de colocar em risco a segurança do comércio marítimo internacional com suas operações na região.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste domingo (3) um projeto para "libertar" os navios retidos no Estreito de Ormuz, devido ao bloqueio causado pela crise no Oriente Médio. O "Projeto Liberdade" teve início na manhã desta segunda-feira (4), horário do Oriente Médio.
- De acordo com fontes da Axios, a nova iniciativa prevê que navios dos EUA fiquem "nas proximidades" para o caso de ser necessário impedir que as Forças Armadas iranianas ataquem os navios mercantes que transitam pelo estreito.
- Além disso, segundo a Axios, a Marinha dos EUA fornecerá aos navios mercantes informações sobre as melhores rotas marítimas no estreito, especialmente no que diz respeito ao uso daquelas que não tenham sido minadas pelo Exército iraniano.
- No chamado "Projeto Liberdade" participarão contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio, além de 15.000 membros das Forças Armadas.
