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Líder do Hezbollah diz que Israel 'nunca' alcançará objetivo da 'Grande Israel'

O secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, acusou o país Hebreu de manter ataques contra o Líbano e afirmou que Tel Aviv não conseguirá atingir seus objetivos na região.
Líder do Hezbollah diz que Israel 'nunca' alcançará objetivo da 'Grande Israel'Gettyimages.ru / Marwan Naamani

Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, afirmou que Israel "nunca" alcançará o objetivo da "Grande Israel", mesmo "que as bestas da Terra se aliem a ele". A declaração consta em comunicado divulgado pelo grupo nesta segunda-feira (4).

Qassem disse que a região atravessa "uma etapa perigosa" e acusou o "inimigo sionista" de agir com "apoio e gestão" dos Estados Unidos. "Enfrentamos uma etapa perigosa da história da nossa região e do futuro do nosso país e das nossas gerações", afirmou.

Segundo ele, o objetivo da agressão é "apoderar-se dos direitos e ocupar a terra e o futuro pela força", enquanto a resistência busca "libertar a terra e estabelecer a justiça".

"Com a resistência, o inimigo é incapaz de alcançar seus objetivos, por mais que aja com tirania e arrogância", disse Qassem. "Não há cessar-fogo no Líbano, mas uma agressão israelense-estadunidense contínua", acrescentou.

O líder também condenou os ataques contra áreas civis.

"Não existem palavras suficientes para condenar o ataque contra civis, aldeias e localidades, a destruição e o assassinato de crianças, mulheres, homens e idosos”, afirmou.

Qassem disse ainda que o Líbano é o país agredido e precisa de "garantias para sua segurança e soberania". Ao citar a segurança dos assentamentos israelenses, afirmou que ela foi obtida pela "aplicação estrita" do acordo de 27 de novembro de 2024 pelo Líbano durante 15 meses. Nesse contexto, acusou Tel Aviv de descumprir o pacto.

O líder do Hezbollah afirmou que suas forças se posicionaram ao sul do rio Litani para cumprir o acordo. Também disse que a resistência adotou métodos adequados à atual fase.

"A resistência escolheu métodos que se ajustam à etapa e se beneficiou das lições e das experiências", declarou. Segundo ele, "não há linha amarela nem zona de amortecimento, e não haverá".

Por fim, Qassem pediu unidade interna e cobrou das autoridades libanesas que "preservem a unidade nacional", "alcancem a soberania" e "ordenem ao Exército defender o país".

"Que o mundo tenha diante dos olhos que a solução não será a rendição", afirmou.

  • Apesar do cessar-fogo anunciado por Donald Trump em 16 de abril, após mais de seis semanas de hostilidades entre Tel Aviv e Beirute, as Forças de Defesa de Israel continuam realizando ataques no sul do Líbano.