Comando Central dos EUA afirmam que seus destróieres estão escoltando navios no Estreito de Ormuz

A versão do CENTCOM diverge de informações previamente divulgadas pela agência Tasnim, que – com base em fontes do Exército iraniano – afirmou que destróieres americanos foram impedidos de acessar a região.

O Comando Central dos EUA (CENTCOMdisse nesta segunda-feira (4) que contratorpedeiros Marinha americana navegaram pelo Estreito de Ormuz, escoltando com sucesso duas embarcações comerciais.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

A suposta operação integraria o chamado "Projeto Liberdade", iniciativa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para garantir a circulação de navios em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, afetada pelas tensões envolvendo o Irã.

"As forças americanas estão auxiliando ativamente nos esforços para restabelecer o tráfego marítimo comercial", disse o órgão, observando que dois navios mercantes de bandeira americana "transitaram com sucesso pelo Estreito de Ormuz e continuam sua viagem em segurança".

A versão do CENTCOM diverge de informações previamente divulgadas pela agência Tasnim, que – com base em fontes do Exército iraniano – afirmou que contratorpedeiros americanos foram impedidos de acessar a região.

O governo iraniano voltou a adotar um tom de alerta, afirmando que qualquer presença militar estrangeira no estreito poderá ser considerada hostil e alvo de resposta.

"Projeto Liberdade" de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trumpanunciou no domingo (3) o "Projeto Liberdade", com finalidade de garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz. A operação deve começar nesta segunda-feira (4).

Segundo o Trump, países sem envolvimento direto no conflito teriam pedido apoio dos EUA para liberar navios que permanecem retidos na área.

Em postagem na Truth Social, Trump disse que a missão pretende escoltar embarcações e tripulações para fora das zonas restritas, permitindo a retomada segura do comércio.

Ele afirmou ainda que os EUA vão empregar todos os esforços possíveis para garantir a saída desses navios, destacando o impacto da medida para o Irã, o Oriente Médio e os próprios Estados Unidos.