O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que considera a proposta de paz iraniana inaceitável.
"A nova proposta iraniana me parece inaceitável", disse Trump neste domingo (3) em entrevista à televisão israelense.
Anteriormente, o mandatário já havia se mostrado "insatisfeito" com a proposta iraniana para chegar a um acordo de paz com Washington. "Então, [os iranianos] querem fechar um acordo, mas não estou satisfeito com ele, então vamos ver o que acontece", assinalou.
No fim de semana, foi informado que o Irã entregou aos EUA uma versão de proposta de paz de 14 pontos — em resposta à iniciativa de Washington, de 9 pontos — na qual se exige um cessar-fogo de dois meses.
O documento foi entregue por meio do Paquistão, na qualidade de mediador. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, o plano busca pôr fim de forma permanente à guerra imposta.
"Novas cartas no campo de batalha"
- No último dia 7 de abril, os EUA e o Irã firmaram uma trégua de duas semanas e concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. O cessar-fogo se encerraria nesta terça-feira (21).
- As negociações são conduzidas em Islamabad, capital do Paquistão. A primeira rodada de tratativas, entretanto, terminou sem o resultado esperado. Nesse contexto, Trump atribuiu o fracasso à parte iraniana que, segundo ele, se recusou a renunciar às suas ambições nucleares" e decidiu bloquear o estreito de Ormuz.
- Em uma nova estratégia, o governo Trump aplica desde 13 de abril um bloqueio total "a navios de todas as nações que entrarem ou saírem dos portos e zonas costeiras iranianas".
- Após reabrirem o Estreito de Ormuz para navios comerciais na última sexta-feira (17), as autoridades iranianas restabeleceram o controle militar da passagem no dia seguinte, alegando repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
- A Guarda Revolucionária iraniana declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e o navio infrator será atacado", sublinhou.