O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) afirma que ao presidente dos EUA restam apenas duas opções em relação ao seu atual confronto com Teerã.
"Trump deve escolher entre 'uma operação impossível ou um mau acordo com a República Islâmica do Irã'. A margem para a tomada de decisões dos EUA se reduziu", escreveu o órgão neste domingo no X.
Segundo o CGRI, vários fatores convergiram para limitar a capacidade de manobra estratégica de Washington: o ultimato do Irã contra o bloqueio naval americano, a mudança de tom da China, da Rússia e da Europa contra a Casa Branca, a carta de Trump ao Congresso e a aceitação das condições de negociação de Teerã.
"Novas cartas no campo de batalha"
- No último dia 7 de abril, os EUA e o Irã firmaram uma trégua de duas semanas e concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. O cessar-fogo se encerraria nesta terça-feira (21).
- As negociações são conduzidas em Islamabad, capital do Paquistão. A primeira rodada de tratativas, entretanto, terminou sem o resultado esperado. Nesse contexto, Trump atribuiu o fracasso à parte iraniana que, segundo ele, se recusou a renunciar às suas ambições nucleares" e decidiu bloquear o estreito de Ormuz.
- Em uma nova estratégia, o governo Trump aplica desde 13 de abril um bloqueio total "a navios de todas as nações que entrarem ou saírem dos portos e zonas costeiras iranianas".
- Após reabrirem o Estreito de Ormuz para navios comerciais na última sexta-feira (17), as autoridades iranianas restabeleceram o controle militar da passagem no dia seguinte, alegando repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
- A Guarda Revolucionária iraniana declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e o navio infrator será atacado", sublinhou.