As Forças Armadas iranianas alertaram que consideram "provável" uma retomada do conflito com os Estados Unidos e Israel, uma vez que "as evidências mostram que Washington não está comprometida com nenhum acordo ou tratado".
Em um comunicado, o general Mohammad Jafar Asadi, vice-diretor do quartel-general militar iraniano, afirmou que as declarações e ações dos funcionários de Washington são motivadas principalmente por objetivos midiáticos.
Nesse sentido, ele afirmou que os americanos buscam, por um lado, evitar uma queda nos preços do petróleo e, por outro, distanciar-se do que descreveu como uma situação de crise por eles mesmos gerada. Asadi ressaltou ainda que as Forças Armadas do Irã estão "totalmente preparadas" para qualquer nova "aventura ou imprudência" por parte dos Estados Unidos.
Nesta semana, o presidente Donald Trump reiterou que "nunca" se chegará a um acordo com o Irã se a nação persa não renunciar explicitamente às armas nucleares.
No entanto, Trump apresentou outro cenário para pôr fim ao conflito armado: a rendição incondicional da República Islâmica, dada a superioridade militar que, em sua opinião, o Exército americano tem demonstrado.
"Nós os aniquilamos. Eles não têm mais Exército. Toda a sua Marinha está no fundo do mar. A Força Aérea nunca mais vai voar. Temos um Exército incrível. Agora eles terão que se render. É tudo o que precisam fazer. Basta dizer: 'Nós nos rendemos. Nós nos rendemos'. A economia deles está realmente em apuros. É uma economia morta", afirmou.