Alta autoridade iraniana aponta qual é verdadeira 'bomba atômica' do país

Para Parlamento iraniano, Estreito de Ormuz "não é via marítima internacional".

O vice-presidente do Parlamento do Irã, Ali Nikzad, afirmou que o Estreito de Ormuz representa para o país um instrumento de "máxima dissuasão". Segundo ele, a passagem marítima "é a bomba atômica do Irã". A declaração ocorre em meio às crescentes tensões entre Teerã, os Estados Unidos e Israel.

Em suas declarações, reproduzidas pela imprensa local, Nikzad sustentou ainda que os Estados Unidos sofreram uma "derrota estratégica" na região. Ele atribuiu o cenário ao que chamou de "gestão sem precedentes" da liderança iraniana nas áreas de defesa, militar e nuclear — gestão que, segundo ele, permitiu preservar a independência do país, sua integridade territorial e a "dignidade nacional".

Nesse contexto, afirmou que existe uma diretriz para que o Estreito de Ormuz "não volte ao seu estado anterior". O parlamentar insistiu que o Irã manterá uma postura "firme" em relação ao controle e ao status do passo marítimo.

"O Estreito de Ormuz não é uma via marítima internacional, mas um direito natural do Irã. A bomba atômica iraniana nos pertence e defendemos com firmeza essa posição legítima", declarou Ali Nikzad.

O parlamentar também destacou os avanços nucleares do Irã e mencionou especificamente o enriquecimento de urânio a 60%, classificando-o como um símbolo de "dignidade" e de poder científico do país.