Trump comenta sobre uma possível redução de tropas na Espanha e Itália

O presidente norte‑americano foi questionado sobre uma eventual revisão do seu desenho militar na Europa.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (30) que está considerando a retirada de tropas americanas destacadas na Europa, incluindo as bases na Espanha e na Itália, e lançou duras críticas contra ambos os países. "Sim, provavelmente. Por que não faria isso?", respondeu ao ser questionado pela imprensa, acrescentando: "A Itália não nos ajudou em nada. E a Espanha tem sido horrível... quando precisamos deles, eles não estavam lá."

O presidente aprofundou suas críticas questionando a postura de seus aliados europeus em diversas situações recentes. "Não é só que eles não ajudaram, é o nível", afirmou, sugerindo que mesmo um apoio parcial teria sido diferente: "Uma coisa é eles dizerem que ajudariam, mesmo que fosse lentamente."

Ajuda à Ucrânia

Trump também abordou o papel da Europa no conflito na Ucrânia e minimizou o envolvimento dos EUA. "A Ucrânia não tem nada a ver conosco; estamos separados por um oceano. Para eles, é como uma porta de entrada", afirmou, questionando novamente o papel da Europa na disputa: "Eles fizeram uma bagunça total", disse.

Nesse contexto, o presidente também criticou o volume de ajuda financeira fornecida por Washington nos últimos anos. "[O ex-presidente Joe] Biden deu a eles US$ 350 bilhões, o que foi uma loucura", afirmou, referindo-se à assistência fornecida durante o governo anterior.

Trump sustentou que esse apoio econômico foi fundamental para manter a situação internacional, mas enfatizou que não houve reciprocidade por parte de seus aliados. "É uma das razões pelas quais o mundo continuou girando… mas quando precisamos deles, eles não estavam lá", insistiu.

Nesse sentido, ele insistiu que os EUA não dependem do apoio de seus parceiros europeus em relação ao Irã e insinuou uma estratégia mais independente. "Não precisamos de ajuda (...) mas queria ver se eles precisariam", disse , referindo-se aos seus pedidos aos aliados, reforçando a ideia de que avaliará seu compromisso militar com base nesse apoio.

Ele também insinuou que essa avaliação influenciará futuras decisões estratégicas em Washington. "Temos que nos lembrar disso", alertou, reiterando que os EUA estão "totalmente preparados" para agir sozinhos em cenários de conflito.