Defesa de atirador em jantar de Trump usa argumento absurdo para pedir libertação

Os advogados de defesa alegaram que Allen não estava preparado para cometer um tiroteio em massa.

A defesa de Colle Allen, suspeito do tiroteio ocorrido durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, defendeu sua libertação, enquanto aguarda julgamento, argumentando que "ele não representava perigo para ninguém", apesar das acusações de tentativa de homicídio contra o presidente Donald Trump e das provas apresentadas pelas autoridades, informa o New York Post em publicação nesta quinta-feira (30).

Segundo os documentos judiciais,os advogados afirmaram que o acusado não estava preparado para realizar um tiroteio em massa porque não tem antecedentes criminais e porque a arma que portava, uma espingarda de cano liso, não é usada nos tiroteios atuais.

"O Sr. Allen não tem antecedentes criminais, nem mesmo prisões anteriores", afirmaram. "A retórica do governo sobre um 'tiroteio em massa' também não é corroborada pelos fatos que o próprio governo apresenta. Não foi alegado que o Sr. Allen portasse uma arma automática ou mesmo semiautomática, características dos tiroteios em massa modernos", acrescentaram.

"Algo verdadeiramente sem precedentes"


As autoridades federais sustentam que Allen portava uma espingarda Mossberg Maverick calibre 12 totalmente carregada e com carregador estendido ao tentar passar por um posto de controle do Serviço Secreto.

Além disso, os promotores divulgaram a imagem em que ele aparece armado com uma pistola semiautomática e várias facas, o que, segundo a acusação, evidencia o nível de ameaça.

Durante uma audiência posterior, a advogada de defesa Tezira Abe mudou de postura e declarou que aceitavam a detenção, embora tenha sinalizado que poderiam solicitar novamente a liberdade sob fiança posteriormente. Da mesma forma, ela insistiu mais uma vez que Allen "não representava perigo para ninguém".

Por sua vez, a juíza Moxila Upadhyaya recusou-se a abordar, naquele momento, os argumentos sobre a detenção, classificando a situação como incomum. "Recuso o pedido", afirmou, acrescentando que o procedimento "era algo verdadeiramente sem precedentes".