O presidente da Argentina, Javier Milei, participou nesta quinta-feira (30) de exercícios navais conjuntos com os EUA após embarcar no porta-aviões USS Nimitz, no âmbito das manobras militares Passex 2026 que estão sendo realizadas nas águas do Atlântico Sul.
A atividade faz parte de uma série de exercícios combinados entre as Forças Armadas de ambos os países, que incluem operações navais e aéreas na Zona Econômica Exclusiva argentina, com a participação de unidades da Marinha e da aviação militar.
A força-tarefa norte-americana é liderada pelo porta-aviões USS Nimitz e pelo contratorpedeiro USS Gridley, que operam em conjunto com navios argentinos, como o contratorpedeiro ARA La Argentina e a corveta ARA Rosales, formando uma força-tarefa conjunta voltada para o treinamento, informou o jornal La Nación.
Durante as manobras, foram realizados exercícios de defesa aérea, comunicações táticas e operações aéreas com aeronaves F-18 da Marinha dos Estados Unidos, além de voos de helicópteros MH-60 Seahawk a partir do convés do porta-aviões.
Segundo informou o Ministério da Defesa da Argentina, o presidente participou do evento a bordo do USS Nimitz ao lado do ministro da Defesa, Luis Petri, dos chefes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e da Marinha, e do embaixador dos EUA, Peter Lamelas, em um exercício que, de acordo com o ministério, visa "fortalecer a cooperação, a interoperabilidade e o trabalho conjunto" entre os dois países.
Cooperação bilateral
Paralelamente, forças especiais de ambos os países realizam o exercício "Daga Atlántica" em diversas bases militares argentinas, como Puerto Belgrano, Córdoba e a cidade de Moreno, na província de Buenos Aires, em uma fase de treinamento tático conjunto.
Nesse contexto, o contra-almirante norte-americano Mark A. Schafer, chefe do Comando de Operações Especiais Sul, visitou instalações militares argentinas e participou de atividades com autoridades locais para reforçar a cooperação bilateral em defesa.
A operação insere-se em uma estratégia de aproximação militar entre os governos de Donald Trump e Javier Milei, que inclui a autorização por decreto da entrada de tropas americanas no país, uma atribuição que cabe ao Congresso, mas que o Executivo justificou pela falta de tramitação legislativa.