Entenda por que a Geração Z e os millennials tendem a considerar o luxo como uma necessidade

Estudo mostra que cerca de metade da Geração Z e dos millennials enxerga gastos com estilo de vida como prioridade, mas os especialistas alertam que esta pode ser uma forma de autoengano.

Uma pesquisa do Harris Poll citada pela Reuters na terça-feira (28), aponta que mais da metade dos millennials e 45% da Geração Z consideram gastos com hobbies, interesses e desejos de curto prazo como necessidade, e não luxo.

Mais da metade dos millennials dizem que preferem reduzir a poupança de longo prazo em vez de abrir mão de experiências como jantar fora, viajar e frequentar academias.

"O consumo excessivo pode às vezes estar disfarçado de cuidado com si próprio", alertou Georgia Lord, da Corbett Road Wealth Management. A pergunta central, segundo ela, é se "esse gasto está construindo algo para você ou está te anestesiando de algo?".

A recomendação é seguir a regra 50/30/20: 50% da renda para necessidades, 30% para desejos e 20% para poupança. Para muitos jovens, no entanto, a linha entre a necessidade e desejo nunca esteve tão tênue.

Para Sephora Grey, advogada de 28 anos dos EUA, citada pelo veículo, as despesas com "necessidades" vão muito além do aluguel e do supermercado. Ela trabalha cerca de 70 horas por semana e janta em casa às 21h graças a um serviço de entrega de refeições que custa US$ 800 por mês. Isso lhe faz economizar de seis a oito horas por semana e ela redireciona esse tempo para horas extras no trabalho ou para descanso. Para Grey, isso não é luxo. "O que antes era luxo agora se tornou necessidade porque me mantém saudável, sã, produtiva e funcionando", afirma.