'O Diabo Veste Prada' inspira geração Z com protagonista 'girlboss'

A sequência chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira (30) como uma das estreias mais esperadas do ano pelos fãs da moda e do cinema.

A sequência de "O Diabo Veste Prada" chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira (30) como uma das estreias mais aguardadas do ano pelos fãs ds moda e pelos cinéfilos, conforme publicado pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (29). 

Segundo a reportagem, duas décadas após o lançamento original, o longa mantém uma base fiel, alimentada por figurinos extravagantes e um elenco de peso.

A repercussão dos materiais de divulgação de "O Diabo Veste Prada 2" comprova a força da franquia.

A capa da Vogue estrelada por Meryl Streep — que interpreta a icônica Miranda Priestly — ao lado de Anna Wintour, ex-diretora da revista que inspirou a personagem, na edição de maio, dominou as redes sociais com milhares de compartilhamentos.

O interesse também se reflete nas buscas online. Segundo o Google Trends, o primeiro filme continua o mais buscado os últimos 22 anos entre as comédias românticas de sucesso dos anos 2000, como "De Repente 30", "Como Perder um Homem em 10 Dias" e "O Diário de Bridget Jones".

Nas redes sociais, vídeos com cenas de Andy correndo pelas ruas de Nova York se multiplicam. Até a franja dela segue como referência para cortes de cabelo, com o modelo voltando a ser tendência. 

A atualidade de um filme 

Para o crítico de cinema Inácio Araújo, a atemporalidade de um filme está em sua capacidade de representar uma realidade ou provocar reflexões.

"Um bom filme é o que permite muitas interpretações, muitos olhares. Que, depois de 30 ou 40 anos, você vê e diz que ainda há o que resta a ver. Não está morto", afirma", afirmou ele.

Em "O Diabo Veste Prada", essa atualidade se expressa em discussões sobre o ambiente profissional tóxico e o preço do sucesso corporativo — questões que persistem para quem assiste ao filme hoje.

A protagonista também se tornou referência para a geração Z. Andy, papel de Anne Hathaway, virou um modelo para jovens que buscam carreira na comunicação.

Araújo lembra que o cinema sempre ditou moda, com elementos dos filmes transcendendo as telas e se tornando marcos culturais — como o penteado que levou o nome de Brigitte Bardot.