Multimilionário divulga previsão sobre futuro do Bitcoin

O conflito no Oriente Médio também tem um impacto sobre a criptomoeda.

O bilionário norte-americano Michael Novogratz considera improvável que o bitcoin seja negociado acima dos 100 mil dólares este ano, no contexto do cenário macroeconômico mundial marcado pela agressão dos EUA e de Israel contra o Irã.

O investidor em criptomoedas não vê como possa ocorrer uma "grande explosão" que rompa a barreira dos 100 mil dólares, como aconteceu no final do ano passado. Além disso, ele considera que será preciso "enfrentar alguns obstáculos" quando ultrapassar os 80 mil dólares, segundo o Seeking Alpha em publicação na terça-feira (28).

O magnata das criptomoedas também acredita que, no contexto do conflito no Oriente Médio, haverá uma inflação "feia" que ainda não chegou aos consumidores finais. "Não acredito que o Federal Reserve faça outra coisa além de ficar sentado assistindo", relata a Bloomberg em publicação na terça-feira (28).

Um banco central "flexível"


Novogratz acredita que, para que a criptomoeda ultrapasse os 100 mil dólares, é preciso que ocorra uma espécie de "alta" na qual vários obstáculos devem ser superados, e que não desapareceriam tão rapidamente. Além disso, em sua opinião, "algumas coisas" precisam acontecer, como um "banco central flexível".

No contexto financeiro, um banco central "flexível" implica taxas de juros reduzidas para que haja maior liquidez e, assim, aumente o crédito, o que seria mais benéfico para investir em criptoativos e menos para a poupança tradicional.

O fundador e diretor da empresa Galaxy Digital lembrou que a criptomoeda sofreu uma queda histórica que a levou a US$ 60.000, mas depois se recuperou até atingir US$ 80.000. Atualmente, ela está em cerca de US$ 75.000.

Acredito que será preciso muito trabalho para chegar a 80.000 ou 85.000 dólares. "Depois de superar isso, o próximo passo é chegar a 100.000", acrescentou.

Os índices do primeiro trimestre deste ano publicados pela empresa Galaxy Digital não são nada animadores. Eles relatam um prejuízo líquido de 216 milhões de dólares entre janeiro e março de 2026 e um lucro por ação "diluído e ajustado" de 0,49 dólares, devido à desvalorização de 20% dos preços dos ativos digitais nesse período, segundo a PR Newswire em publicação na terça-feira (28).