A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou, nesta quarta-feira (29), a decisão da Comissão Europeia de negar o credenciamento ao jornalista da RT, Yuri Apreleff, junto às instituições europeias.
Segundo ela, a medida impede o exercício da atividade jornalística e deixa claro as contradições no discurso europeu sobre liberdade de imprensa.
Zakharova afirmou que países ocidentais frequentemente acusam a Rússia de restringir a atuação de jornalistas, mas questionou essa narrativa diante do episódio.
"Você ouve e vê como, periodicamente, e aliás, com muita frequência, os ocidentais nos acusam de todo tipo de pecados, inclusive na esfera da informação", disse. "Não sei quem está impedindo quem de trabalhar", completou, ironicamente.
Liberdade de imprensa em Moscou
A porta-voz ainda destacou que o acesso de jornalistas estrangeiros a eventos oficiais russos permanece aberto. "Gostaria de lembrar que o credenciamento para nossas reuniões online e a participação por teleconferência estão disponíveis para todos os jornalistas do mundo, sem restrições ou segregação."
Sobre o caso específico, Zakharova criticou diretamente medidas da União Europeia. "Os representantes do 'coletivo de Bruxelas', que tanto gostam de declarar seu compromisso com os princípios da liberdade de acesso à informação e do pluralismo midiático, demonstraram mais uma vez a abordagem exatamente oposta", afirmou.
Por fim, a porta-voz classificou o episódio como parte de uma política mais ampla contra a mídia russa. "Esta é a mais recente rodada da campanha da UE para suprimir deliberadamente os meios de comunicação russos", afirmou, acrescentando que "as ações russofóbicas da Comissão Europeia para suprimir a mídia russa receberão uma resposta adequada".