
Putin reforça cooperação educacional e econômica com país africano

A Federação da Rússia e a República do Congo reforçaram, nesta quarta-feira (29), a cooperação humanitária, com ênfase na formação educacional. O presidente congolês, Denis Sassou-Nguesso, está em Moscou, e foi recebido por seu homólogo russo, Vladimir Putin, no Kremlin.
Durante a reunião, Putin destacou que oito mil profissionais congoleses foram formados em instituições russas e que 850 estudantes seguem em formação no país, consolidando a educação como um eixo central da parceria bilateral.

O presidente russo lembrou que a relação entre as nações não é recente. "O primeiro acordo foi assinado em 1981 e, desde então, relações amistosas, plenas e excelentes têm se desenvolvido entre a Rússia e o Congo", disse.
Uma prova da boa relação é o fato de Sassou-Nguesso ter escolhido a Rússia como seu primeiro destino após recente reeleição. "Estamos muito satisfeitos por, após a sua posse, ter escolhido a Rússia como o primeiro país estrangeiro a visitar", expressou Putin.
Parcerias estratégicas
No campo econômico, o presidente russo apontou oportunidades de expansão em setores estratégicos, como energia e mineração. "Temos boas perspectivas para desenvolver nossas relações, e em diferentes direções", disse.
O mandatário russo citou especificamente áreas como "exploração geológica, energia, logística e agricultura", além de ter relatado o interesse de empresas russas em atuar no mercado congolês, algo "impulsionado pela estabilidade política" do país africano.
O presidente congolês, por sua vez, destacou o caráter multidimensional da parceria. "São laços de solidariedade e cooperação que nos unem em todas as áreas: segurança, defesa e economia", afirmou.
Sassou-Nguesso também reforçou a relevância da parceria russa na área da educação no desenvolvimento nacional. "A educação também é importante, assim como a formação de especialistas e pessoal em todas as áreas".
O chefe de Estado africano ainda indicou que novos acordos devem ser formalizados em breve, com foco em projetos conjuntos nos setores energético e mineral, além de aprofundamento nos programas de capacitação.
