
'Legado tóxico': China faz advertência a Japão por perigoso arsenal deixado desde a 2ª Guerra

Nesta quarta-feira (29), dia em que a Convenção sobre Armas Químicas completou 29 anos, Pequim voltou a pressionar Tóquio para destruir as armas químicas abandonadas pelo Japão em território chinês durante a Segunda Guerra Mundial, informou o portal Global Times.

O apelo foi feito pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, ao comentar os sucessivos atrasos no cronograma de eliminação desse arsenal.
Segundo o porta-voz, o Japão deveria ter concluído o processo até 2007, conforme acordos bilaterais e compromissos assumidos na Convenção sobre Armas Químicas. No entanto, a destruição do material foi adiada diversas vezes ao longo dos últimos anos.
Lin Jian afirmou que as armas abandonadas pelas forças japonesas fazem parte de um "legado tóxico" do Japão militarista, e continuam representando riscos à população e ao meio ambiente na China. Ele classificou o caso como uma das consequências mais graves deixadas pela ocupação militar japonesa no país.
A China também cobrou mais transparência do governo japonês sobre locais onde os materiais químicos estão enterrados e pediu ampliação dos recursos destinados à operação. Para a diplomacia chinesa, a eliminação completa do arsenal é uma obrigação internacional que Tóquio terá que cumprir.
