As recentes declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, evidenciam uma mudança de postura dos líderes europeus diante das decisões do presidente dos EUA, Donald Trump, informa a Bloomberg.
Merz declarou nesta segunda-feira (27) que as autoridades iranianas estão "humilhando" os EUA e demonstrando que são "evidentemente mais fortes do que se pensava".
Ele também afirmou que Washington avançou nas negociações sem uma estratégia "convincente".
Segundo a Bloomberg, essas falas refletem que a Europa está reavaliando suas relações com Trump e abandonando a tendência de suavizar os laços ao tentar agradá-lo. Em vez disso, agora parece ter uma visão mais sóbria do mandatário.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que mantinha uma relação próxima com Trump, disse que não tem tido contato recentemente com ele. Trump chegou a atacá-la depois que Meloni defendeu o papa Leão XIV de suas críticas.
A isso se soma a recusa do presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, e do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em participar de qualquer forma do conflito com o Irã. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou essa agressão como uma violação do direito internacional.
"Deve terminar o mais rápido possível"
Em suas declarações, o chanceler alemão também destacou que o problema dos conflitos armados é sempre como pôr fim a eles. Por isso, considera que atacar o Irã foi uma decisão precipitada e espera que tudo termine logo.
Merz descreveu a situação como "muito complicada" e afirmou que está custando caro à Alemanha em termos econômicos. "Esta guerra contra o Irã tem repercussões diretas em nosso desempenho econômico e, por isso, deve terminar o mais rápido possível", declarou.