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Europa e Ucrânia treinaram combatentes para golpe de Estado no Mali

Conforme informou o Ministério da Defesa russo.
Europa e Ucrânia treinaram combatentes para golpe de Estado no MaliMinistério de Defesa da Rússia

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou nesta terça-feira (28) que a preparação dos combatentes envolvidos na tentativa de golpe de Estado no Mali contou com a participação de mercenários e instrutores ucranianos e europeus.

Segundo o órgão russo, cerca de 12 mil combatentes participaram da intentona golpista. Desses, mais de 245 foram eliminados pelo Corpo Africano das Forças Armadas da Rússia. O grupo insurgente sofreu um total de 2.500 baixas. As forças adversárias também perderam 102 veículos.

Além disso, a pasta detalhou que os insurgentes utilizaram, entre outras armas, mísseis antiaéreos portáteis de fabricação ocidental, como os modelos Stinger e Mistral. O Ministério da Defesa ressalta ainda que integrantes do Corpo Africano tiveram de participar de combates corpo a corpo em várias ocasiões.

"O inimigo não renunciou às suas intenções agressivas e está reagrupando suas forças. A situação na República do Mali continua complicada. As unidades do Corpo Africano das Forças Armadas da Rússia continuam cumprindo suas missões e estão prontas para repelir os ataques dos combatentes", destaca o comunicado.

  • Durante a última semana de abril, o Mali viveu dias tensos e turbulentos em meio a relatos sobre uma tentativa de golpe de Estado.
  • As Forças Armadas do Mali travaram intensos combates contra grupos rebeldes que lançaram uma ofensiva sistemática contra alvos militares e governamentais em cidades estratégicas. Como resultado dos confrontos, o ministro da Defesa, o general Sadio Camara, faleceu.
  • O conflito no Mali teve início em 2012, quando grupos tuaregues e jihadistas se rebelaram contra o governo central com o objetivo de obter autonomia e criar um Estado independente no norte do país. A intervenção internacional, incluindo a operação francesa e a missão de paz da ONU, ajudou a retomar o controle de parte da região, mas a violência e a instabilidade persistem.
  • Segundo a agência Associated Press, os separatistas chegaram a expulsar forças de segurança da região, antes que um acordo de paz em 2015 — posteriormente colapsado — abrisse caminho para a integração de alguns ex-rebeldes no Exército maliniano.
  • O país tem sido afetado por insurgências de grupos afiliados à Al Qaeda* e ao Estado Islâmico*, além de uma rebelião separatista no norte, liderada pelo movimento Azawad, que há muito luta pela criação de um Estado próprio.

*Reconhecido como grupo terrorista na Rússia e proibido em seu território.