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Banco Central da Venezuela anuncia duas auditorias sobre recursos no exterior

Uma empresa foi contratada pelo governo dos Estados Unidos e outra pelas autoridades venezuelanas para revisar recursos financeiros do país fora do território nacional.
Banco Central da Venezuela anuncia duas auditorias sobre recursos no exteriorReprodução/Divulgação/Banco Central da Venezuela

O Banco Central da Venezuela anunciou nesta segunda-feira (27) que duas empresas farão auditorias sobre os recursos financeiros do país mantidos no exterior.

Segundo a instituição, uma companhia foi contratada pelo governo dos Estados Unidos e outra pelas autoridades venezuelanas.

A informação foi apresentada pelo presidente interino do banco, Luis Alberto Pérez González, durante reunião com representantes da banca pública e privada, da Associação Bancária da Venezuela, da Sudeban e do Viceministério de Economia Digital, Banca, Seguros e Valores, realizada na sexta-feira (24), em Caracas.

Segundo o dirigente, a medida busca assegurar transparência e confiança no acompanhamento desses ativos.

"Que os recursos da República estejam auditados por consultores externos nos dá tranquilidade. O país deve ter plena confiança de que os recursos estão passando por onde têm que passar e chegando aonde têm que chegar", afirmou.

Durante o encontro, Pérez González também declarou que a Venezuela projeta um novo período de estabilidade cambial e de queda da inflação.

"Existem razões para pensar que a economia nacional vai se sair bem nos próximos trimestres e que a inflação vai cair", disse.

Crescimento do PIB

O dirigente informou ainda que, segundo dados preliminares, o Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano cresceu no primeiro trimestre de 2026, levando o país a 20 trimestres consecutivos de expansão econômica, trajetória iniciada mais de um ano antes do sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores.

Na área cambial, ele afirmou que tanto a taxa oficial quanto a não oficial desaceleraram e que a diferença entre ambas caiu para 29%, resultado de uma intervenção mais ativa da autoridade monetária.