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Delcy Rodríguez solicita acesso a ativos venezuelanos no FMI

O pedido dá sequência ao anúncio do FMI sobre a retomada de relações com a Venezuela na quinta-feira (16).
Delcy Rodríguez solicita acesso a ativos venezuelanos no FMIGettyimages.ru / Jesus Vargas

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que conversou na terça-feira (21) com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para insistir para que Caracas possa dispor de seus ativos mantidos na instituição.

"Falei com ela precisamente sobre a necessidade de a Venezuela ter acesso aos seus direitos especiais de saque, que somam US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões) que temos no Fundo Monetário Internacional", afirmou.

As declarações dão sequência ao anúncio do FMI ao retomar relações com a Venezuela na quinta-feira (16). As tratativas estavam suspensas desde março de 2019 por divergências no reconhecimento das autoridades venezuelanas, de acordo com o próprio comunicado do banco.

Os recursos serviriam para recuperar "infraestrutura vital", como eletricidade e água, segundo a presidente encarregada, além de apoiar a estabilidade macroeconômica e melhorar a renda dos trabalhadores.

Reservas de ouro

Ela acrescentou que a Venezuela sabe "o que fazer de forma responsável" com os recursos "bloqueados" dentro e fora do FMI, incluindo "o ouro no Reino Unido".

Delcy se refere a aproximadamente 31 toneladas de barras armazenadas em cofres britânicos desde os anos 1980, avaliadas inicialmente em US$ 1,95 bilhão (cerca de R$ 9,8 bilhões), mas provavelmente valendo consideravelmente mais após a escalada do preço do metal.

Desde 2018, Caracas permanece impedida de repatriar esses ativos devido a sanções impostas durante o primeiro mandato do presidente americano Donald Trump e o reconhecimento pelo Reino Unido de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela em 2019.