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Enviado de Putin prevê quem sairá vitorioso na 'Era da Escassez' energética da UE

Kirill Dmitriev acredita que uma crise se desenvolverá devido "às decisões equivocadas dos burocratas da UE e à sua incapacidade de corrigir erros e políticas falhas".
Enviado de Putin prevê quem sairá vitorioso na 'Era da Escassez' energética da UEGettyimages.ru / Andrew Milligan - PA Image

Os líderes que construírem alianças energéticas diversificadas e enfrentarem de forma eficaz a questão da segurança energética da UE poderão ter sucesso na "Era da Escassez", afirmou nesta segunda-feira (27) Kirill Dmitriev, enviado especial da Presidência russa para a cooperação econômica e investimentos, em uma publicação no X.

"Como previsto, a crise política da UE se desenvolverá devido às decisões equivocadas dos burocratas da UE e à sua incapacidade de corrigir erros e políticas falhas", declarou.

A publicação de Dmitriev foi uma resposta a um artigo do jornal Politico prevendo que o conflito contra o Irã pode transformar uma crise econômica em uma crise política para os governos europeus.

A previsão baseia-se no forte aumento dos preços da energia dentro do bloco, o que poderia desestabilizar um cenário político já enfraquecido.

"Os custos da energia estão causando um efeito cascata nos setores de alimentação, transporte e habitação, afetando com maior severidade as famílias de baixa e média renda", observou Seamus Boland, presidente do Comitê Econômico e Social Europeu. No âmbito político, isso gera "espaço para a desconfiança", inclusive em relação às instituições europeias.

Coordenação e medidas alternativas

A escalada do conflito dos Estados Unidos e Israel contra o Irã elevou os preços de petróleo e gás, além de gerar risco de escassez de combustíveis. O fechamento do Estreito de Ormuz agrava o cenário, já que a rota concentra cerca de 20% do fluxo global desses insumos.

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A Comissão Europeia propôs ações para reduzir o impacto sem ampliar gastos públicos. Entre elas estão mudanças na tributação da eletricidade, compras coordenadas para recompor estoques de gás e exigência de reservas estratégicas de combustíveis, como querosene de aviação.

As propostas também incluem mecanismos de redistribuição de energia entre os países do bloco, com o objetivo de evitar respostas isoladas e conter o avanço da crise sobre as contas públicas.