O porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, Reza Talaei-Nik, afirmou que Estados Unidos e Israel fracassaram em sua ofensiva contra a República Islâmica e agora tentam encontrar uma saída para o que chamou de "impasse militar" no qual estariam envolvidos.
Em entrevista a um programa de televisão, o porta-voz declarou que um dos objetivos de Washington e Tel Aviv era colapsar o poder militar e de mísseis iraniano, mas que isso não teria sido alcançado. "O inimigo fracassou completamente", disse. Segundo ele, parte do arsenal de mísseis foi utilizada durante uma guerra de 40 dias, mas ainda restaria uma grande quantidade de capacidade operacional não empregada.
Talaei-Nik reconheceu que, no início do conflito, podem ter existido "fragilidades" defensivas, mas afirmou que, ao longo do tempo, houve um enfraquecimento acelerado das defesas do lado adversário.
Ele também declarou que bases dos Estados Unidos na região teriam sido atingidas por drones e mísseis do Exército e da Guarda Revolucionária do Irã, incluindo armamentos de cruzeiro e balísticos de diferentes tipos. Segundo ele, a capacidade ofensiva iraniana teria se fortalecido ao longo do conflito.
"Superioridade de mísseis"
Em outro trecho, o porta-voz destacou o que chamou de "superioridade de mísseis" do país. Ele afirmou que as reservas acumuladas ao longo de mais de 25 anos pelo Ministério da Defesa, setor privado, empresas de base tecnológica e pelas Forças Armadas foram preparadas justamente para cenários como o atual.
Segundo ele, o objetivo de enfraquecer o poder militar iraniano teria fracassado, e hoje o país manteria uma posição dominante. "O inimigo busca uma saída 'honrosa' para esse impasse militar no qual ficou preso", afirmou.
O porta-voz também comentou a situação do Estreito de Ormuz, dizendo que a área está sob "controle e gestão inteligente e poderosa" do Irã. Ele afirmou que, em determinado momento, forças adversárias tentaram se aproximar da região, mas teriam recuado após resposta iraniana, ficando a "centenas de quilômetros de distância".
Talaei-Nik concluiu afirmando que, embora o estreito seja historicamente uma rota marítima internacional, os desdobramentos do conflito teriam reforçado a influência e a gestão militar iraniana sobre a área.