Irã revela 'banco de alvos' caso exportações de petróleo sejam impedidas

O assessor da Presidência destacou que "aquilo que a República Islâmica não aceitou no campo de batalha, também não aceitará na mesa de negociações".

O assessor da Presidência do Irã, Ismail Saqab Esfahani, advertiu nesta sexta-feira (24) que o país possui um "banco de alvos" definido, que incluiria instalações ligadas às exportações de petróleo e ao fornecimento regional de energia elétrica.

"Se nenhum barril do nosso petróleo for exportado, nenhum barril de petróleo será exportado na região. E se uma única pessoa do nosso povo, por ignorância do inimigo, ficar sem acesso à eletricidade, dez pessoas na região ficarão sem eletricidade", declarou durante um ato público.

Segundo Esfahani, os Estados Unidos e Israel não alcançaram seus objetivos. "O inimigo ficou desesperado, porque no primeiro dia seu plano era mudar o mapa do país, mas não conseguiu", afirmou, acrescentando que atualmente há "pessoas fortes e corajosas" administrando o Irã.

"Ficou preso"

Na mesma linha, Esfahani mencionou o Estreito de Ormuz, destacando que "o adversário não conseguiu abri-lo" e agora "fala em fechá-lo". Ele acrescentou que, por esse motivo, Washington teria recorrido às negociações e sugerido aceitar as condições do Irã e administrar o estreito "em conjunto", algo rejeitado por Teerã.

"Por que os Estados Unidos devem intervir na administração do Estreito de Ormuz?", questionou.

O inimigo "veio para encerrar a guerra em três ou quatro dias, mas ficou preso. O que não conseguiu alcançar no campo de batalha, agora busca na negociação", continuou o assessor, ressaltando que a resposta do Irã é clara: "O que não aceitou no campo de batalha, também não aceita na mesa de negociação".

Cessar-fogo com o Irã