Reguladores chineses planejam limitar o investimento de empresas dos Estados Unidos em companhias locais de tecnologia, incluindo inteligência artificial, exigindo aprovação prévia de Pequim, informou a agência americana Bloomberg na sexta-feira (24).
De acordo com fontes, órgãos como a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma orientaram, nas últimas semanas, que empresas privadas rejeitem capital americano em rodadas de financiamento sem autorização explícita.
Entre as companhias notificadas estão a Moonshot AI, a StepFun e a ByteDance, considerada uma das mais valiosas do país.
O objetivo é impedir que investidores estrangeiros ampliem participação em setores considerados sensíveis, especialmente aqueles ligados à segurança nacional.
A medida ocorre após a Meta Platforms* adquirir a startup de IA Manus por US$ 2 bilhões no início do ano, o que levou Pequim a abrir investigação sobre possíveis irregularidades em investimentos estrangeiros e exportação de tecnologia.
Fuga de tecnologia
A China também restringiu ofertas públicas iniciais de empresas registradas no exterior, afetando um modelo utilizado por décadas para captação de recursos internacionais.
As mudanças refletem a preocupação com a saída de tecnologia estratégica do país, enquanto startups buscam expansão global.
Nos Estados Unidos, regras semelhantes já estão em vigor desde 2025, limitando investimentos em empresas chinesas de semicondutores, computação quântica e inteligência artificial.
Apesar disso, Pequim vinha incentivando suas empresas a buscar parcerias internacionais, inclusive com investidores americanos, para ampliar sua presença global em setores como veículos elétricos e eletrônicos.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.