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EUA reforçam pena de morte e anunciam retomada de pelotão de fuzilamento e outros métodos de execução

Departamento de Justiça acusa governo Biden de enfraquecer a pena de morte e defende novos métodos para dissuadir "os crimes mais bárbaros".
EUA reforçam pena de morte e anunciam retomada de pelotão de fuzilamento e outros métodos de execuçãoRT / Imagem gerada por IA

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou nesta sexta-feira (24) uma série de medidas para reforçar a aplicação da pena de morte federal, incluindo a retomada do protocolo de injeção letal adotado no primeiro governo de Donald Trump e a ampliação dos métodos de execução para incluir opções como o pelotão de fuzilamento.

Segundo o comunicado, a decisão busca "restaurar o dever solene" do órgão de buscar, obter e executar sentenças capitais legais, após o esgotamento dos recursos judiciais. Em relatório, asfixia por gás letal, eletrocussão e injeção letal também aparecem listados entre os métodos de execução previstos.

Entre as medidas anunciadas estão o fim da moratória sobre execuções federais adotada no governo de Joe Biden, a aceleração dos processos para encurtar o tempo entre a condenação e a execução, além da ampliação ou possível realocação do corredor da morte federal. 

Críticas ao governo Biden

O procurador-geral interino, Todd Blanche, criticou duramente a gestão anterior e afirmou que "o governo anterior falhou em seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a buscar e executar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos". Segundo ele, sob a liderança de Trump, o Departamento de Justiça está novamente "aplicando a lei e apoiando as vítimas".

De acordo com o Departamento, já foram autorizados pedidos de pena de morte contra 44 réus desde o retorno de Trump à Casa Branca, incluindo integrantes da gangue MS-13 acusados de assassinato.

A pasta afirma que as medidas são essenciais para dissuadir "os crimes mais bárbaros", garantir justiça às vítimas e oferecer "um encerramento há muito aguardado" às famílias sobreviventes.