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Enviado de Trump diz que 'mulheres brasileiras são uma raça maldita'

Em entrevista, aliado de Trump fez declarações ofensivas e citou relação com ex-esposa brasileira, que o acusa de abuso sexual e violência doméstica.
Enviado de Trump diz que 'mulheres brasileiras são uma raça maldita'Gettyimages.ru / Matthias Balk/picture alliance

Paolo Zampolli, enviado especial do presidente Donald Trump, afirmou, em entrevista à rádio italiana RAI, no domingo (19), que "mulheres brasileiras são uma raça maldita" e "programadas para causar confusão". Nas declarações, ele fez alusão à sua ex-esposa brasileira, Amanda Ungaro.

Ao longo da entrevista, o enviado especial afirmou que "mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo". Quando questionado pelo jornalista se isso se tratava de uma questão genética ou de extorsão, ele respondeu negativamente e reiterou que o comportamento seria voltado a "causar confusão".

Violência e abuso sexual

Zampolli foi casado por quase 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. Após a separação, o ex-casal passou a travar uma disputa judicial pela guarda do filho.

A brasileira, segundo o portal g1, acusa Zampolli de ter praticado abuso sexual e violência doméstica durante o relacionamento. As alegações ocorrem paralelamente ao embate na Justiça.

Deportação

Uma reportagem do The New York Times apontou que Zampolli teria influenciado a deportação da modelo brasileira após sua prisão em Miami, em 2025.

Segundo o veículo, ele teria entrado em contato com um funcionário graduado do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) e sugerido que a ex-esposa fosse transferida para a custódia do órgão.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou que Ungaro foi presa e deportada por estar com o visto vencido e por responder a acusações de fraude. Em comunicado, o órgão declarou que "qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é falsa".

Proposta de substituição na Copa do Mundo

Zampolli já estava em evidência na mídia desde a quarta-feira (22), quando sugeriu que o Irã fosse substituído pela seleção italiana na Copa do Mundo de 2026.

Ele também defendeu a inclusão da seleção italiana com base em sua preferência pessoal, afirmando que "seria um sonho ver a Itália em um torneio sediado nos EUA".