
Pela primeira vez em décadas, três porta-aviões dos EUA operam simultaneamente no Oriente Médio

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou nesta sexta-feira (24) uma nova mensagem sobre as ações militares do país no Oriente Médio.
For the first time in decades, three aircraft carriers are operating in the Middle East at the same time. Accompanied by their carrier air wings, the USS Abraham Lincoln (CVN 72), USS Gerald R. Ford (CVN 78) and USS George H.W. Bush (CVN 77) include over 200 aircraft and 15,000… pic.twitter.com/fbMdz1IYn8
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 24, 2026

"Pela primeira vez em décadas, três porta-aviões operam simultaneamente no Oriente Médio. Acompanhados por suas respectivas esquadrilhas aéreas, o USS Abraham Lincoln (CVN 72), o USS Gerald R. Ford (CVN 78) e o USS George H.W. Bush (CVN 77) contam com mais de 200 aeronaves e 15.000 marinheiros e fuzileiros navais", diz uma mensagem do CENTCOM publicada no X.
Como sugere a nota, uma concentração militar dessa natureza ocorreu pela última vez na região durante a campanha militar americana contra o Iraque, em 2003.
- Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã estabelecido em 7 de abril. Ele explicou que a decisão se deve ao fato de que o governo iraniano estaria, supostamente, "gravemente dividido", e de que mediadores do Paquistão solicitaram a Washington que suspendesse seus ataques contra o país "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
- Na quinta-feira (23), Trump voltou a se pronunciar, alegando falta de unidade entre os dirigentes iranianos. "O Irã tem muita dificuldade em entender quem é seu líder! Simplesmente não sabem!", escreveu na Truth Social.
- Meios de comunicação dos EUA também informaram que "há uma fratura absoluta dentro do Irã entre negociadores e militares, sem que nenhum dos dois tenha acesso ao líder supremo [Mojtaba Khamenei], que não responde".
- O Irã, por sua vez, não confirmou essas declarações. A agência Tasnim informou que, segundo fontes, Teerã "não teria solicitado uma prorrogação do cessar-fogo", indicando que o anúncio de Trump poderia significar que "ele fracassou na guerra".

