
Demissão na Marinha expõe crise no Pentágono

O secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, tentou reverter sua demissão ao falar diretamente com o presidente Donald Trump, mas teve o pedido negado, informou o Wall Street Journal na quinta-feira (23).

A saída foi solicitada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, após críticas à condução de projetos navais e à lentidão na execução de prioridades do governo. O episódio ocorre em meio a mudanças recentes na cúpula da Defesa.
Phelan foi informado de sua própria demissão ao ler uma publicação do porta-voz do Pentágono nas redes sociais, que já acompanhava indicação de Hung Cao como secretário interino.
Na quarta-feira (22), Phelan foi à Casa Branca, aguardou para falar com o presidente e pediu para permanecer no cargo. Trump manteve a decisão e respaldou o comando do Pentágono.
"Servir como secretário da Marinha foi a honra da minha vida", afirmou Phelan, após sua saída. "A liderança nesse nível não é isenta de desafios. A tomada de decisões pode ser retardada pela cautela, por interesses concorrentes e por atritos internos. Mas nossa missão exige clareza, urgência e resultados — e eu nunca perdi isso de vista", acrescentou o ex-secretário.
