
Gilmar Mendes zomba e diz que Zema 'fala uma língua próxima do português'

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), trocaram críticas públicas entre quarta (22) e quinta-feira (23). O episódio começou após declarações do magistrado sobre o modo de falar do político.
Em entrevistas ao jornal O Globo e ao Jornal da Record, o ministro afirmou que Zema utiliza uma linguagem "muito pouco própria", dizendo que ele "fala uma língua próxima do português", por vezes de difícil compreensão, e chegou a comparar seu modo de falar a um "dialeto", sugerindo inclusive uma semelhança com o tétum, língua co-oficial do Timor-Leste.
📹 #Vídeos Gilmar (@gilmarmendes) desdenha Zema (@RomeuZema) e diz que mineiro não sabe falar português🗣️ O ministro do STF criticou o ex-governador de Minas Gerais e rebateu declarações⬇️ Assista ao vídeo: pic.twitter.com/uxBlyMke8D
— Poder360 (@Poder360) April 23, 2026
Em resposta publicada na rede social X, Zema defendeu que seu modo de falar reflete o "linguajar de brasileiros simples" e acusou o ministro de adotar o "português esnobe dos intocáveis de Brasília". O político também criticou a atuação de integrantes do STF, afirmando que a população "não entende os seus atos", e alegou que os ministros de recorrerem ao autoritarismo para silenciar seus críticos.
Era só o que me faltava… se você não entende o que eu falo, ministro, o brasileiro não entende o que você faz. pic.twitter.com/xSacDEedZC
— Romeu Zema (@RomeuZema) April 23, 2026
Zema intensificou as críticas ao afirmar que o problema não é seu linguajar ou a compreensão de suas palavras, mas a atuação dos ministros, os acusando de perder a noção entre o público e o privado, atribuindo aos ministros o título de "intocáveis de Brasília".

Notícia-crime
Nesse mesmo contexto, Gilmar Mendes apresentou uma notícia-crime contra Zema, que foi encaminhada pelo ministro Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR). O caso será analisado no âmbito do inquérito das fake news, que tem trâmite sob sigilo, informou o Poder 360.
A medida está relacionada a um vídeo publicado por Zema, quando ainda ocupava o cargo de governador, no qual fantoches representavam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O conteúdo criticava uma decisão de Mendes que anulou a quebra de sigilos da empresa Maridth Participações, ligada à família de Toffoli, no âmbito de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
