
Toffoli se declara suspeito e não participa de julgamento sobre prisão no caso BRB no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, declarou sua suspeição e não participará do julgamento que analisa a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, informou o g1 nesta quarta-feira (22).
A análise envolve a manutenção das prisões preventivas dos investigados, detidos desde quarta-feira (16) na operação Compliance Zero.
O caso apura possíveis irregularidades em negócios entre o BRB e o Banco Master.
Até o momento, os ministros Luiz Fux e André Mendonça votaram pela manutenção das prisões. Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. O julgamento segue até sexta-feira (24), caso não haja pedido de vista ou destaque.

Suspeição e histórico no caso
Toffoli já havia se declarado suspeito em março em decisões relacionadas ao mesmo caso, incluindo a prisão de Vorcaro e um pedido de CPI.
"Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", afirmou no despacho.
Antes da redistribuição, o ministro era relator do caso. Em nota, o STF informou que ele solicitou a mudança da relatoria por "altos interesses institucionais".
