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Lula é criticado por suposta recusa à criação de estatal para minerais críticos

Segundo o portal g1, o governo brasileiro "fechou posição" contra a criação da Terrabras. As informações foram recebidas com irritação por analistas políticos.
Lula é criticado por suposta recusa à criação de estatal para minerais críticosGettyimages.ru / José Cruz / Agência Brasil / Zed Jameson

Após reunião ministerial, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva optou por não apoiar projetos de criação de uma nova estatal dedicada à exploração de minerais críticos no Brasil. A apuração é do portal g1 e gerou críticas nas redes sociais nesta quinta-feira (23).

"Três ministros presentes no encontro afirmaram, sob reserva, que o governo fechou posição contra a criação de uma nova empresa estatal para o setor, que seria batizada de 'Terrabras'", escreve o veículo. De acordo com as informações, a avaliação é de que ''o modelo não é necessário neste momento e poderia gerar entraves regulatórios e fiscais''.

Para o jornalista Breno Altman, a decisão, se confirmada, é "um tremendo tiro no pé - para o país e o próprio governo". Em publicação na rede social X, ele também criticou a aparente recusa do presidente de contestar, por vias legais, a venda da empresa brasileira Serra Verde para a norte-americana USA Rare Earth.

Já o analista político Euclides Vasconcelos, mestrando em ciências militares, escreveu: ''defender a soberania nacional não é usar a p*rra de um boné. As terras raras precisam ser nossas!'' Para ele, "se o governo Lula não vai encampar essa luta", cabe à população fazê-lo.

Brasil: peça-chave em plano mais amplo

O Brasil é considerado peça importante nos planos do governo de Donald Trump para reduzir a influência da China sobre o mercado global de minerais críticos. Em fevereiro deste ano, o país foi convidado a integrar uma coalizão voltada ao fornecimento, à mineração e ao refino desses materiais.

O acordo proposto, no entanto, é visto com cautela por segmentos do governo brasileiro. Na avaliação deles, determinadas cláusulas podem, na prática, favorecer investidores norte-americanos.

Além disso, há receio de tratamento desigual: o convite à Austrália para integrar a coalizão prevê investimentos mínimos bilionários e consultas ministeriais periódicas — dois pontos que não estão presentes no caso brasileiro.