O comissário da União Europeia (UE) para a Energia, Dan Jorgensen, revelou em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (22) que a conta das importações de energia fóssil no bloco tinha aumentado, desde o início da guerra no Irã, em 24 bilhões de euros (cerca de US$ 28 bilhões).
"Isso é mais de 500 milhões de euros por dia", observou, afirmando que os custos do conflito dos EUA e Israel contra o Irã estão sendo sentidos "aqui e agora" e que "os próximos meses serão cheios de incertezas".
Ao indicar que a crise é sentida entre os países-membros de maneiras diferentes, o comissário defendeu a proteção dos cidadãos mais vulneráveis e dos setores econômicos mais expostos, além de tomar medidas para se proteger contra futuras crises.
Medidas para enfrentar a crise
Jorgensen também insistiu na necessidade do trabalho conjunto para lidar com os piores impactos da crise, mencionando a necessidade de reabastecer as reservas de gás a tempo para o próximo inverno e intensificar as medidas para garantir que o abastecimento de combustíveis seja suficiente em todo o bloco comunitário.
O secretário também mencionou possíveis medidas para proteger os consumidores contra os aumentos de preços, como a distribuição de vales de energia para famílias de baixa renda, auxílios financeiros para produtos de economia de energia e campanhas nacionais para promover a eficiência nesse setor.
"Não devemos desperdiçar o dinheiro dos contribuintes em subsídios aos combustíveis fósseis", enfatizou, defendendo o investimento em tecnologias modernas e a substituição do uso de energias fósseis por fontes alternativas.
Jorgensen anunciou a organização de uma Cúpula de Investimento em Energia Limpa, que reunirá financiadores, desenvolvedores e instituições públicas, visando "mobilizar o investimento privado de que precisamos urgentemente para soluções imediatas e transformadoras".