A Rússia continua fornecendo petróleo e está contribuindo para a estabilização dos preços no mercado global de energia, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quinta-feira (23).
"A demanda está crescendo. A oferta de petróleo no mercado está diminuindo", acrescentou.
O anúncio surge em meio à incerteza causada pela problemática travessia do Estreito de Ormuz.
"Novas cartas no campo de batalha"
- No último dia 7 de abril, os EUA e o Irã firmaram uma trégua de duas semanas e concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. .
- Antes do término do cessar-fogo de duas semanas em 7 de abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma prorrogação até que o Irã "apresente sua proposta e as negociações sejam concluídas". O vice-presidente J.D. Vance estava programado para chegar ao Paquistão na segunda-feira (20) para conversas, mas houve um adiamento da viagem, e o Irã não sinalizou interesse em participar das negociações.
- Em uma nova estratégia, o governo Trump aplica desde 13 de abril um bloqueio total "a navios de todas as nações que entrarem ou saírem dos portos e zonas costeiras iranianas".
- Após reabrirem o Estreito de Ormuz para navios comerciais na última sexta-feira (17), as autoridades iranianas restabeleceram o controle militar da passagem no dia seguinte, alegando repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
- A Guarda Revolucionária iraniana declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e o navio infrator será atacado", sublinhou.