A Polícia Civil de São Paulo começou a investigar o influenciador e comediante Jefferson de Souza, acusado de alterar com Inteligência Artificial (IA) fotografias de mulheres que frequentam a igreja evangélica Congregação Cristã, publicou o portal g1, na quarta-feira (22).
Segundo a reportagem, o suspeito, de 37 anos, publicou vídeos manipulados em suas redes sociais — onde possui dezenas de milhares de seguidores — para mostrar suas vítimas, incluindo menores de idade, com saias mais curtas ou decotes mais acentuados enquanto posavam dentro de templos religiosos.
As investigações começaram em fevereiro, quando uma jovem de 16 anos compareceu à Delegacia de Defesa da Mulher, acompanhada de seus pais, e denunciou ter sido erotizada por Jefferson sem o seu conhecimento.
Na fotografia real, que data de setembro do ano passado, ela aparece de frente em um dos corredores da igreja. Na versão alterada com IA, ela é acompanhada por jovens vestidas com minissaias e os braços levantados.
Crime tipificado no Estatuto da Criança e do Adolescente
As autoridades iniciaram uma investigação pelo crime de "simulação de cena sexual ou pornografia com menor de 18 anos por meios digitais", tipificado no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Se for considerado culpado, o influenciador poderá pegar uma pena de um a três anos de prisão e multa. A sanção dependerá de novas denúncias serem apresentadas contra ele, uma vez que surgiram mais casos de mulheres que sofreram violência digital por parte de Souza.
Entre elas está uma jovem que posou entre os bancos da igreja, mas que teve a saia encurtada e o busto aumentado pelo comediante para ser exibida em um vídeo no qual ele atua como Silvio Santos.
Em seu conteúdo, o influenciador critica as roupas das mulheres evangélicas, sem esclarecer que são imagens alteradas com IA e sem a permissão das afetadas.