O FBI anunciou na terça-feira (21) o início de uma ampla investigação sobre a morte ou desaparecimento de pelo menos 10 cientistas e funcionários ligados a pesquisas consideradas "altamente sensíveis" pelos Estados Unidos, conforme o Los Angeles Times.
Entre os casos estão quatro profissionais com vínculos com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, na Califórnia.
Em um comunicado citado pelo veículo, o FBI afirmou que está "liderando a investigação para buscar ligações entre os cientistas desaparecidos e falecidos".
O órgão acrescentou que está trabalhando com o Departamento de Energia, o Departamento de Defesa e parceiros das forças de segurança estaduais e locais para "encontrar respostas".
A investigação ocorre após o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, controlado pelos republicanos, declarar que os casos podem representar uma "grave ameaça à segurança nacional dos EUA e ao pessoal com acesso a segredos científicos".
"Perguntas legítimas" para a Casa Branca
Por sua vez, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, publicou no X que, diante das "perguntas legítimas" a respeito, o governo está trabalhando com agências e o FBI para revisar de forma abrangente os casos e identificar possíveis elementos em comum, garantindo que não deixará "nenhuma pedra sobre pedra".
O presidente Donald Trump disse à imprensa na sexta-feira (17) que tinha acabado de sair de uma reunião sobre o assunto e classificou a situação como "bastante séria".
"Espero que seja algo aleatório, mas saberemos na próxima semana e meia", afirmou, prometendo dar respostas nos próximos dias.
O Departamento de Energia indicou em um comunicado que sua Administração Nacional de Segurança Nuclear está ciente dos relatos relacionados a funcionários de seus laboratórios e instalações e que está investigando o assunto.