'Algo muito sério', diz Trump sobre mortes de cientistas nucleares dos EUA

Nos últimos anos, cerca de dez cientistas ligados a segredos tecnológicos do país desapareceram ou foram encontrados mortos em circunstâncias estranhas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta quinta-feira (16) como "algo muito sério" a série de mortes e desaparecimentos de cientistas ligados a segredos nucleares ou espaciais do país ocorridos nos últimos anos.

"Espero que seja coincidência. Saberemos na próxima semana e meia. Acabei de sair de uma reunião sobre esse tema. É algo bastante sério", afirmou a jornalistas após ser questionado, acrescentando que "alguns deles eram pessoas muito importantes".

Anteriormente, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que, embora não tenha consultado as agências responsáveis, acredita que "este governo consideraria que vale a pena investigar".

Mortes misteriosas de cientistas-chave

O caso mais recente relatado pela imprensa é o de Michael David Hicks, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, que morreu em 30 de julho de 2023, aos 59 anos. A causa da morte não foi divulgada e não há registro de autópsia. Ele participou de projetos como DART e Deep Space 1, e publicou mais de 80 estudos científicos.

Seu caso se soma a outros semelhantes. O astrofísico Carl Grillmair, de 67 anos, ligado ao Instituto de Tecnologia da Califórnia e colaborador da NASA, foi assassinado na varanda de sua casa em fevereiro de 2026. Frank Maiwald, de 61 anos, ex-colega de Hicks, morreu em julho de 2024 em circunstâncias pouco claras.

Já Anthony Chávez, de 79 anos, que trabalhou no Laboratório Nacional de Los Alamos, voltado à pesquisa nuclear, desapareceu em maio de 2025 sem deixar rastro. Meses depois, em junho, desapareceu Mónica Reza, funcionária da NASA que havia assumido meses antes a direção do Grupo de Processamento de Materiais.

Outros casos incluem o do físico de fusão Nuno Loureiro, ex-diretor do Centro de Ciência e Fusão de Plasma do MIT, que foi baleado em sua casa em Brookline, Massachusetts, em 15 de dezembro de 2025, e o de Melissa Casias, também funcionária do Laboratório Nacional de Los Alamos, que desapareceu sem deixar rastro.

Em março deste ano, foi encontrado o corpo do pesquisador farmacêutico Jason Thomas, após permanecer três meses desaparecido.