
Lula destaca trabalho da Embraer e afirma que empresa brasileira ajuda Portugal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (21), em declaração conjunta com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, que a Embraer tem contribuído para o crescimento econômico do país europeu.
"A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está aqui ajudando a construir coisas em Portugal, aproveitando uma mão de obra altamente qualificada e que pode crescer", disse Lula.

A fabricante brasileira expandiu progressivamente suas operações no país desde sua instalação no Parque da Indústria Aeronáutica de Évora, em 2008. A empresa, em agosto do ano passado, reforçou seu investimento com a implantação da subsidiária Atech, especializada em controle de tráfego aéreo e integração de sistemas de defesa.
Em dezembro, o Ministro da Defesa português, Nuno Melo, e o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Júnior, assinaram carta de interesse para instalação de fábrica de aeronaves A-29N Super Tucano em Beja. O projeto se destina ao atendimento de demandas portuguesas para a defesa nacional e potencialmente de outras nações europeias através de acordos bilaterais.
Acordo Mercosul-UE
Lula também destacou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que deve entrar em vigor de forma provisória em 1º de maio, classificando-o como uma "oportunidade" comercial tanto para países europeus quanto para nações da América Latina, integrando comercialmente "750 milhões de pessoas e 22 trilhões de dólares".
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O presidente criticou setores do Parlamento Europeu que tentam barrar o avanço do acordo UE-Mercosul e afirmou que não há competição entre as agriculturas dos dois blocos.
"Nós não temos agriculturas competitivas. Nós temos complementariedades entre as nossas agriculturas. É uma bobagem achar que um vai acabar com a agricultura do outro", apontou.
- O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul será aplicado provisoriamente a partir de 1º de maio de 2026, conforme divulgado pelo eurodeputado Bernd Lange na quarta-feira (15).

