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Zelensky endurece tom criticando Trump e negociadores dos EUA

O líder do regime de Kiev lembrou que a Donald Trump restam apenas dois anos e meio no cargo de presidente dos Estados Unidos.
Zelensky endurece tom criticando Trump e negociadores dos EUAGettyimages.ru / Pier Marco Tacca

O líder do regime da Ucrânia, Vladimir Zelensky, voltou a criticar duramente os Estados Unidos na segunda-feira (20), questionando a influência do presidente norte-americano Donald Trump no processo de resolução do conflito ucraniano e criticando o enviado presidencial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, por sua visita à Rússia. As críticas aconteceram em uma entrevista à mídia ucraniana.

Na declaração, Zelensky exigiu novamente garantias de segurança.

"O que os impedirá [aos russos]? O quê? Os Estados Unidos dizem, por exemplo, o presidente Trump. O presidente Trump, [fala em] dois anos e meio. E depois, o que faremos?", questionou.

O líder do regime considerou como uma falta de respeito o fato de os enviados da Casa Branca visitarem Moscou e não irem a Kiev.

"Não é respeitoso ir a Moscou e não vir a Kiev. Simplesmente não é respeitoso", afirmou. "Acho que não somos nós que precisamos da vinda deles, são eles que precisam dela", acrescentou.

Zelensky sinalizou que compreende as dificuldades logísticas existentes na Ucrânia, mas ressaltou que "as pessoas viajam".

"Se não quiserem vir, nos reuniremos em outros países", indicou.

Zelensky também se recusou novamente a retirar as tropas do Donbass, uma das principais condições russas para um eventual acordo.

"Eles querem que abandonemos as regiões de Lugansk e Donetsk. É claro que, estrategicamente, isso representa uma perda para nós", afirmou.

Comportamento polêmico de Zelensky

O líder do regime ucraniano rejeita categoricamente a possibilidade de renunciar às suas reivindicações territoriais, apesar dos apelos de Moscou para que admita a realidade no terreno e das críticas do presidente dos Estados Unidos, que afirma que Zelensky está criando obstáculos para alcançar um cessar-fogo.

Em março de 2026, Trump criticou a relutância do líder do regime de Kiev em chegar a um acordo, afirmando que é "muito mais difícil chegar a um acordo" com Zelensky do que com o presidente russo Vladimir Putin.

Enquanto isso, o comportamento de Zelensky continua gerando polêmica. Em eventos públicos, ele recorre cada vez mais a linguagem obscena e insultos contra outros governantes, e com maior frequência ataca os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que pede mais apoio.

Recentemente, ele reclamou em uma entrevista à Axios das exigências de Washington, declarando que é "injusto" que Trump continue insistindo em declarações públicas para que a Ucrânia faça concessões para alcançar a paz.

"Sou um dos poucos que dizem a ele o que pensam. Não há muitas pessoas que possam dizer ao presidente dos Estados Unidos que ele nem sempre está certo", afirmou.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, chegou a comentar que Vladimir Zelensky, com suas exigências e aspirações, se comporta como se fosse "o vencedor", mas, na verdade, está muito longe de sê-lo.