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Casa Branca afirma que EUA 'nunca estiveram tão perto' de fechar acordo com Irã

A porta-voz defendeu as ações militares de Washington e afirmou que Trump "não tem medo" de recorrer a todas as suas opções.
Casa Branca afirma que EUA 'nunca estiveram tão perto' de fechar acordo com IrãGettyimages.ru / Celal Gunes / Anadolu

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em entrevista à Fox News, na segunda-feira (20), que os EUA  "nunca estiveram tão perto de chegar a um bom acordo como esta noite".

Leavitt atribuiu  esse cenário às "brilhantes táticas de negociação" do presidente Donald Trump e ao "sucesso" da operação militar em andamento, que, segundo ela, enfraqueceu significativamente as capacidades iranianas.

Segundo a porta-voz, Trump "continua tendo várias opções à sua disposição que não tem medo de utilizar" como comandante em chefe e reiterou que o presidente "provou que não está blefando" e que cumpre suas promessas.

"Novas cartas no campo de batalha"

  • Ainda neste mesmo dia, Trump afirmou que o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e sua delegação estão a caminho de Islamabad (Paquistão) para realizar uma nova rodada de negociações de paz com o Irã.
  • Pouco depois, ele ameaçou que os bombardeios continuariam caso o cessar-fogo com o Irã expirasse nesta terça-feira (21) sem um acordo. Em resposta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que Teerã está preparada "para mostrar novas cartas no campo de batalha" e que não aceitará negociações "sob a ameaça de violência".
  • No último dia 7 de abril, os EUA e o Irã firmaram uma trégua de duas semanas e concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo.
  • Apesar de terem começado este mês as negociações em Islamabad, capital do Paquistão, para pôr fim ao conflito, a primeira rodada de conversações terminou sem o resultado esperado.
  • Nesse contexto, Trump atribuiu o fracasso à parte iraniana que, segundo ele, se recusou a renunciar às suas ambições nucleares" e decidiu bloquear o estreito de Ormuz.
  • Teerã reabriu o Estreito de Ormuz na última sexta-feira (17). No entanto, um dia depois, restabeleceu o controle militar sobre todo o tráfego nessa importante via marítima devido, segundo denúncias, às repetidas violações e à pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e o navio infrator será atacado", sublinhou.
  • Paralelamente, Trump enfatizou que Teerã não poderá chantagear Washington com decisões sobre essa importante rota marítima.